"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

AMOR DOS PEQUENOS


Talvez se o meu sentir fosse mais sábio
e soubesse o momento exato de calar
os momentos que te dedico, seriam perfeitos.

E as minhas atitudes mais pensadas
com as chances de perdas e ganhos planejadas
será que enfim, conquistar-te-ia?

Se eu não risse tanto assim, feito uma louca
de coisas que para os outros – são tão poucas –
e não pintasse a vida com poesia...

Talvez se eu não sentisse tanto
enxergando onde ninguém mais vê
e caminhasse menos detalhes
para junto ao relógio correr.

Se eu tivesse talvez mais idade
e menos coisas para aprender
se um dia assim, tão sábia eu fosse
o meu sentimento permaneceria o mesmo
igual ao de hoje:

_Azedo e agridoce,
 pouco maduro e muito infantil
algo primaveril, desobedecendo as estações
hora amando muito, cheia de razões
e noutras, completamente perdida.

Tendo uma vida para te pertencer
sem nenhuma pressa de envelhecer
amando urgente e para sempre 
assim como os mais pequeninos,
verdadeiramente.

Permitirias me?

**Lumansanaris
Imagem: Google
 

6 comentários:

Miguel Jacó

Bom dia Lu, seus versos narram com toda a veemência esta inquietude da juventude, onde tudo é tão urgente, mas requer um amadurecimento, para poder germinar, e estas contradições levam as pessoas de pouca idade a exaustão, pela magnitude dos conflitos corrente em seu ser, parabéns pelo contagiante poema, um grande abraço deste seu fã de sempre, MJ.

Sonya Azevedo

A maturidade dos sentires que vêm com o tempo, com a sabedoria. Lindo e terno. Muita luz e paz. Beijo no coração.

Anônimo

Qual a diferença entre o amor dos adultos para dos pequeninos? Do adulto é cheio de regras e vícios, dos pequeninos é simplesmente amor, ou seja, a verdade. O quanto precisamos cultivar esse amor que nasce junto com a própria vida e revela na infância, mas infelizmente contamina na fase adulto. Preservamos a pureza de nossos valores. Amiga tudo de bom, forte e terno abraço, Humberto.

Anônimo

SERGIO NEVES - Lu, simplesmente belo!!! / De uma profundidade poética que me emocionou de verdade! / (...um escrito pra se guardar do lado esquerdo do peito!) / Carinhos.

William Mesquita

Você foi muito sensível na escrita deste poema, Mocinha.

Amei o poema e o blog!

Beijos
William Mesquita - 09/02/2014

http://eucigano.blogspot.com.br/

Angela V.

Lucy.
Vim retribuir e agradecer sua visita e o que encontro?
Outros "se". E percebo que não importa a idade que temos, as experiências que vivemos, sempre teremos um "se" nos incomodando.
Adorei seu poema.
Um beijo.

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