"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

NOITES DE NATAL


Quisera esses meus punhos cansados
desenhassem  o natal que vislumbro em sonhos.
Uma festa totalmente ausente de paredes
onde todos tivessem lugar à mesa.

E em todos os pacotes , o mesmo presente
- amor e igualdade a toda gente -
resgatando a dignidade de todo o ser.

E as crianças, viriam à frente
olhinhos brilhantes pra receber seus presentes
Amor, em mãos inocentes...
- alegria, fantasia e incentivo. -

Logo depois,
viriam os mais velhos, os experientes.
E o amor descansando em suas mãos...
- espaço, acolhimento e reconhecimento. -

E estes felizes, convocariam  seus filhos,
pais das crianças primeiras a receber
e eles, por sua vez, receberiam amor...
- sabedoria, consciência e prudência. -

Numa constante preservação de valores...

Amor sendo recebido por todos, sem exceção!
Até a quem nunca o conheceu,
a quem o teve e não soube como usar.

Amor para quem sozinho decidiu caminhar,
amor àquele que acreditava nada mais lhe faltar.

Amor,
batizando o coração de quem plantou lágrimas...
Amor, amor e amor...
E todo o bem que ele é capaz de semear...

Clareando olhos, alma e coração...

Tornando verdadeiramente todos irmãos
curados de todo mal e da fome saciados.

Uma noite em que se fosse compreendido
o que realmente nos é essencial
gerando todas as outras
como se também fossem noites de natal.

Lumansanaris
Imagem: Google

OS LÁBIOS TEUS...

 
Ah estes lábios teus,
apavoram-me os espaços que nos afastam!
Estes lábios teus, junto aos meus
e a completa liberdade
para beber da taça de teus licores
os meus desejos dos teus sabores...

Ah estes lábios teus
quisera pudesse selá-los com o meu amor
provando-te o melhor da  intimidade
ao me fixar neles, feito orvalho no galho
que se aconchega na manhã de outono.

Ah estes lábios teus, assim
distante dos meus, provocam-me o frio da morte
e todos os arrepios e calafrios, só por imaginar
a graça de poder roubar a tua alma num beijo.

Ah, não imagino um momento mais gracioso
em que estando em teus lábios, eu prove do gozo
de ser toda a fome que te atormentará
para que em meus lábios,
os teus lábios, para sempre queiram estar.

Lumansanaris
Imagem: Google

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