Não te assustes se eu gritar
Pois que galáxias de silêncios
Contrários foram me construindo...
Contrários foram me construindo...
...Eis a minha estrada...
Apenas eu sei de meus pesos
Apenas eu... E Deus!
O sangue que navalha as artérias
Os soluços do coração
Essa solidão repleta de gentes
E motivos
Respiro, ainda vivo.
Esses motivos todos
Que nem cito, que nem sei
Estas e aquelas lições
Contradições...
...Todos, bem vivos...
E porque tudo está tão vivo,
Adormeço
À margem de tantas
Lágrimas que só eu reconheço.
Lágrimas que só eu reconheço.
Pauso agora em mim
Neste meu tempo
Nesta curva em que não me cabe mais
O esquecimento.
Lembro-me depois de tanto
Porque
Chegou a hora de gritar
Chegou a hora de gritar
Os meus silêncios
Ainda assim
É só uma parada na estrada.
Imagem: Google


[...] " esta solidão repleta de gentes" é verso que somente pode vir de quem respira amor em poesia...
ResponderExcluirLindíssimo poema, minha amiga, embora a redundância.
Forte abraço
Nelson
Nunca é tarde para se gritar. Ouço o sopro do teu grito, do grito que não te consome porque é liberta dor.
ResponderExcluirVocê esteve na minha casa um dia desses, retribui a visita no Google+. Hoje faço aqui no blog. Aproveito para dizer-lhe que gostei do teu espaço.
Forte abraço,