Há um acorde infinito
em cada gesto que prossegue
junto com a marcha incansável
das horas.
Mas pauso-me
em meio a tantos cansaços,
respirando profundamente
o silêncio das últimas horas mornas.
E é esse perfume de tarde
que chega mimetizando
o externo em mim,
num ritual de carícias e cuidados
fazendo com que
o desabrochar da primeira estrela
desperte em meu íntimo,
uma canção antes adormecida.
Despeço-me então dos sonhos
alquebrados pela realidade.
Enquanto isso, no jardim do céu
faz-se primavera de estrelas
que docemente acordam,
todas as minhas saudades.
lumansanaris
Imagem: Google

Essa docilidade melódica, arrepia todos os folículos capilosos do corpo e, se existirem, da alma também.
ResponderExcluirUm carinhoso beijo, Lu.
Poetisa essa tua lírica me desconcerta!
ResponderExcluirMais uma linda obra, parabéns!
Abraços cordiais, Flávio.
Lindo =)
ResponderExcluirParaliso-me ao absover a singeleza advinda de tua saudade, Lu. A canção lírica que te desperta parece ecoar em mim também e aqui fico mergulhado no encantamento do teu sentir que me alucina. Beijo, amiga, e efusivos aplausos!
ResponderExcluirHey very interesting blog!
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SERGIO NEVES - ...um ocaso comovente! / Abraço afetuoso, Lucy.
ResponderExcluirTenha um lindo dia =)
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