“Não queiras ter pátria, não dividas a terra, não arranques pedaços ao mar. Nasce bem alto, que todas as coisas serão tuas...” (Cecília Meireles)

ASILOS DA EMOÇÃO


Trago o engasgo d’um verso
 maduro e tristonho 
de floradas passadas
e inocências perdidas...

um verso de memória oceânica
guardada, em redil de pedras
e labirinto de astros
 que é sangue ungido de vulcões –

um verso, que mais nada diz,
posto que é rima cansada
amanhecida, sem asas,
nos asilos da emoção.

  2016  [ Desafios do Tempo ]

imagem: Noell S. Oszvald


             

17 comentários:

  1. Boa noite Lu, teus versos enredam a exaustão de um ser que mesmo assim transpira poesia, e sente-se desqualificada em seu potencial costumeiro porém busca em suas veredas criativas o verso ainda primitivo sem os vícios da linguagem costumeira, e então nos brinda com a fórmula mais genuína da expressão da tua alma, parabéns pelo vosso eloquente poema e irretocável ilustração, um abraço, MJ.

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  2. Ando assim, de versos cansados e sem asas... precisando aprender a voar novamente e transformar esses versos em floraçao...

    Poema belo... como tudo que escreves...

    Beijos...

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  3. Maravilhoso, como sempre!

    Beijos e uma boa semana.

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  4. São lindos os cantos da nossa sereiazinha!
    Muitas saudades!!!!!!!!!!!!!!
    Laura

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  5. Alvíssaras para quem encontra, nas palavras e nos sentidos, tanta coisa para dizer e expressar. O menos é mais, sem dúvida.
    Beijos, Lu.

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  6. Absolutamente incrível! 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

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  7. A profundidade do abraço poético, com o toque da leveza magistral da poetisa. Ah, felizes inocências perdidas, labirintos de astros, asilos da emoção nesse coração que navega nas linhas mágicas do universo das letras!

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  8. A poetisa cuida de cada palavra com carinho.

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  9. Teu asilado poema,
    Explode em poesia
    Pela beleza que havia
    Encarcerada no tema.

    A emoção - em extrema
    Prisão, que explodiria
    Por tanta pressão em via
    A eclodir da augusta gema

    A ave de luz em versos
    Levando o belo a diversos
    Pontos da constelação

    Que abrange dois universos:
    Cheio e vazio, por transversos
    Meios, culmina a explosão.

    Grande abraço. Laerte.

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  10. Versos asilados, sem asas mas, que toda emoção ainda guardam. Você sempre constrói imagens maravilhosas e únicas Lu, lindo demais!
    Deixando com todo carinho um enorme abraço no coração! :)
    Inêz Drumond

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  11. Cedes-me 1% da tua inspiração?

    :))

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  12. Querida Lu,

    Um poema belíssimo e sentido.
    Um verso trazido de uma dor partida, a ameaçar o voo
    ("Sem asas"...), porém neste verso tristonho,
    a beleza poética evoca emoção e encantamento diante
    da bela inspiração.
    Sempre tão belo o teu dizer único poético, querida Lu!!
    Um domingo de paz para ti e família!
    Beijo e abraço de alma para alma.

    Ps: Estou a te comentar somente agora, tu compreendes bem,
    esta questão tempo e atarefada...rss Mas, a minha atenção
    de amizade e carinho aqui e agradeço a tua atenção e carinho
    de amizade também. Grata pelos teus belos e atenciosos
    comentários no meu blog,Lu!...

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  13. Como sempre, tu me prendes pela emoção contida no teu poetar...Lindo demais Luzinha, parabéns por essa sensibilidade enorme que tu possues e que é tão rara hoje em dia!!! abraços, ania..

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Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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