“Não queiras ter pátria, não dividas a terra, não arranques pedaços ao mar. Nasce bem alto, que todas as coisas serão tuas...” (Cecília Meireles)

PERPETUANDO



                             Os meus olhos são dois andarilhos
                             Procurando morada,
                              Em tudo o que veem.


                                              A minha casa é abrigo
                             Ao que cabe no espaço de tempo
                             Entre um e outro 
                             - E também plurais -
                             Sentimentos.

                                        ...A esperança, é visita amiga
                             Que me chega, quando todo o resto 
                             Torna-se tarde demais.

                                                      [Eu moro no tempo 
                             E em todos os milagres que me são
                             Concedidos, sentir]
                        
                             Tenho o sol, como abajur que ilumina
                             A disposição da mobília
                             Dos meus sonhos...
                             ...As estrelas, são a minha rua,
                             A lua, é a janela...


                             ...E é por ela que se espia
                             A suave dança das marés
                             E é por onde se alumiam
                             As diferentes fases
                             Da vida.

                                         A porta, são todos os trilhos
                              Por onde os meus olhos andarilhos
                             Podem passar.


                              E se me enriquecem, as descobertas, 
                              Também me aumentam,
                              Um pouco mais,
                              A sorte das essências, que
                              Comigo se deixam, levar. 

             Imagem: Google


12 comentários:

  1. Imagem e texto

    um casamento partilhado

    ResponderExcluir
  2. Que mundo lindo o seu! Agora quando eu olhar para o céu, irei me lembrar de que "as estrelas são a sua rua e a lua a sua janela"
    Os seus versos são singulares é lindo poder sentir suas letras!
    Um poema impecável que demonstra gratidão pela essência que a acompanha.
    Que é amor!
    Um beijo querida poetisa.

    ResponderExcluir
  3. Amiga Lucy.
    Felizes os simples de coração que permitem aos olhos a humildade de percorrer a procura de algo que ainda não tenha, contemplando cada visão como um milagre e descoberta, porque tudo se renova todos os dias e por isso habitamos o tempo, o tempo em que cada coisa dura. Você desfiou com perfeição o Grande Mistério.
    Quantas vezes percorremos as estrelas como fossem ruas? Quantas vezes fitamos a lua como janela mensageira por onde espiamos segredos, sentimentos e indagações? Quantas vezes percorri seu poema aqui apresentado sem sabe-lo?
    Me chega hoje pelas linhas sensíveis do seu coração e com a grandeza da essência com que a acompanha, traduzindo milagres que chamamos de rotina.
    Teu poema é um retrato sábio e positivo da vida que nos é ofertada.
    Minha amiga Lucy, que o astro sol continue iluminando a mobília dos seus sonhos, recordando memórias que lhe tragam poemas desta grandeza e profundidade.
    Forte e terno abraço, Humberto.

    ResponderExcluir
  4. Um Poema belíssimo, na melodia feminina, um sentir
    luminoso que nos envolve, nos abraça na leitura.
    Ricas metáforas plenas de encantamentos:
    "Tenho o sol, como
    Abajur que ilumina
    A disposição da mobília
    Dos meus sonhos..."
    A tua Poesia é especial, querida Amiga!!
    Adoro voar aqui!...
    Beijos e abraço de paz que leve para a alma,viu?...rss

    ResponderExcluir
  5. A vacância de um coração, de um sentimento, sempre aberto, sempre na expectativa do novo, isso é fé, e da boa !! Uma bela canção.
    Beijos, Lu

    ResponderExcluir
  6. Bom dia Lu Mansanaris, teus versos enredam uma personagem mergulhada no incenso da vida, e deste recolhendo seus melhores perfumes, e descartando suas poluentes fumaças, parabéns pelo eloquente poema, e apaixonante ilustração, eu te desejo um abençoado final de semana junto aos teus entes queridos, um beijo com carinho neste teu afetuoso coração que o meu coração tanto ama,MJ.

    ResponderExcluir
  7. Eu chamo a isso de lucidez plena. Nem as peculiares sombras de nossas almas foram capazes de impedir a preciosa fluência de se estabelecerem, em forma saudável de atmosfera.

    ResponderExcluir
  8. Eu chamo a isso de lucidez plena. Nem as peculiares sombras de nossas almas foram capazes de impedir a preciosa fluência de se estabelecer, em forma saudável de atmosfera.

    ResponderExcluir
  9. Lu, quanta grandiosidade.!
    “Tenho o sol como abajour que ilumina a disposição da mobília dos meus sonhos... As estrelas são a minha rua, a lua, a janela...”
    Que linda metáfora para descrever a alma sonhadora e leve da poetiza!
    Todo o poema é de uma brandura e de uma clarividência da vida Maior que comove.
    Nada mais pode ser dito... Apenas ler... e pensar...
    Forte abraço com a admiração de sempre
    Nelson

    ResponderExcluir

Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

Real Time Web Analytics