"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

P R E M I S S A




Uma taça de desejos
Traz em si
O silêncio das trincas
Que sonham acontecer.

A embriagues do vinho
Aprisionada na pureza do cristal
- Duas almas em desalinho
Num querer que ambas têm –

Mas, ao que um toque, abraça
O corpo da taça,
O líquido escorre, fatal
- Entorpece os sentidos -

A taça quebrada,
O vinho vertido
E o toque esparramado...
...É desejo atendido. 


lumansanaris
Imagem: Google

6 comentários:

  1. Vinho derramado: entrega ou desperdício?
    Acho que depende...
    Lindo poema, Lucy Mara!

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  2. Lucy é encantador te ler, quanta disposição pra beleza!
    Difícil sair estando aqui.
    Bjos!

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  3. Olá Lucy,

    A sintonia da beleza da harmonia e da entrega
    de corpo e alma!...
    Muito belo este seu poema e todos os que li aqui...
    Apreciei muito, muito o seu espaço de arte
    poética e voltarei sempre!...
    Voei aqui através da rota da querida Salete.
    Abraço de paz.

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  4. Essa tua sutiliza, excita até fauno de pedra. Ah, esse etílico amor ...
    Beijos poetisa Lu

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Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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