"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

P R E M I S S A




Uma taça de desejos
Traz em si
O silêncio das trincas
Que sonham acontecer.

A embriagues do vinho
Aprisionada na pureza do cristal
- Duas almas em desalinho
Num querer que ambas têm –

Mas, ao que um toque, abraça
O corpo da taça,
O líquido escorre, fatal
- Entorpece os sentidos -

A taça quebrada,
O vinho vertido
E o toque esparramado...
...É desejo atendido. 


lumansanaris
Imagem: Google

6 comentários:

Arnaldo Leles

sim.

Ana Bailune

Vinho derramado: entrega ou desperdício?
Acho que depende...
Lindo poema, Lucy Mara!

Amanda Lopes

Lucy é encantador te ler, quanta disposição pra beleza!
Difícil sair estando aqui.
Bjos!

Suzete Brainer

Olá Lucy,

A sintonia da beleza da harmonia e da entrega
de corpo e alma!...
Muito belo este seu poema e todos os que li aqui...
Apreciei muito, muito o seu espaço de arte
poética e voltarei sempre!...
Voei aqui através da rota da querida Salete.
Abraço de paz.

SOLIDARIEDADE

Essa tua sutiliza, excita até fauno de pedra. Ah, esse etílico amor ...
Beijos poetisa Lu

Mar Arável

Tudo se move
Bj

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