“Não queiras ter pátria, não dividas a terra, não arranques pedaços ao mar. Nasce bem alto, que todas as coisas serão tuas...” (Cecília Meireles)

V E N T U R A


Tenho-te tomando tudo de mim
por isso assemelho-me 
a mais pobre criatura

...Não porque me possuis
enquanto não me sou

Mas porque te possuo
como único motivo,
razão e valor...

E de nada me vale
o que não te envolve

Até a palavra me é errada
se não te diz. 

Ai de mim, pobre criatura
presa à ventura de tuas imensidões
na alfaia maior das paixões. 

Imagem: Tumblr

6 comentários:

  1. Intenso, profundo...lindo, lindo! Ah..Luzinha como são inspirados e sensíveis teus poemas...puro encanto, AMEI! bjos, ania..

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  2. Respostas
    1. Thank you! The music you heard was Fagner - Canteiros.

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  3. Paixão....um nascer a toda hora!!


    (adoro)


    beijo

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  4. Delicadeza e sensibilidade em lidar com a maturidade de paixões e o momento certo de serem colhidas e acolhidas.
    Um lŕico afago.

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  5. Pois é, menina poetiza: Quanta delicadeza para expressar a dor de amor! A última estrofe, digo-lhe, lembrou-me uma coisa que carrego comigo, e, inspirou-me num pobre soneto. Poesia é assim mesmo. Fala de um lembra as dores de outros.

    Forte abraço
    Nelson

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Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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