"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

REMANSO


Sonhei-te
E um perfume de acolhimento
Envolveu-me inteira.

Converteste o meu peito
Em solo sagrado, preso e liberto
À um tempo repleto
De infinitos.

Ah amor, não há silêncio
Nem palavra alguma
Que descreva a força
Do teu habitar em mim.

Sonhei-te e por isso estiveste
Ainda muito mais aqui
Onde nenhum acordar
Vence o sonho.

Mostrando-te dentro
Das fúrias e urgências
Dos meus melhores
Sentimentos.

Nestas tantas posses
A certeza de que a tua ciência
Acalma a minha natureza.

Imagem: Google


3 comentários:

Anônimo

O amor tumultua, provoca urgências, mas acima de tudo acalma a natureza. Linda obra poetisa, sensibilidade, delicadeza e sagacidade, parabéns!
(Sempre um remanso para a alma estar em suas letras)
Forte e terno abraço, Humberto.

Anônimo

A tua poética é invulgar, cara amiga e poetisa Lucy.
Um beijo afetuoso, Antenor.

Anônimo

Minha doce e querida amiga:
Que mais posso dizer do já não tenha dito há pouco? Repito: Este poema é lindo. Dizem que o lugar comum, antes de ser uma falha do escritor é, acima de tudo, a única forma de mostrar o que é belo, sempre e sempre... Trazes contigo, menina, a magia que acompanha os grandes líricos da poesia de qualquer tempo, de qualquer forma, de qualquer escola. Para os grandes com tu não há mais ou menos, tudo seu, como neste poema, fala sempre de amor sublime, de sonho que se fará realidade. Convences com tua arte o leitor que sente-se um ser privilegiado , não só por poder ler a tua obra, como manter este contato que é sempre de muito apreço.
1 beijo terno , eterno e fraterno por este momento único neste dia lindo do verão de 2016.
Nelson

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