“Não queiras ter pátria, não dividas a terra, não arranques pedaços ao mar. Nasce bem alto, que todas as coisas serão tuas...” (Cecília Meireles)

A V E


Ancoro tardia em teus lábios
Buscando sorver o júbilo
Destas águas que me ardem
Em plurais de ondas translúcidas.

Dá-me mais... E mais... E mais
...Que a minha sede é infinda...

Pois que apenas tu tens o poder
De me florescer o peito em asas
Perfumando, sedutoramente
Os olhos com feixes de luz.

Dá-me de ti, todos os elementos
Pois que te tenho reservado
Um mergulho sem precedentes.

Dá-me os sais vitais de tua boca
Pra que eu possa viver, ave liberta
Sempiterna, no céu do teu mar.




03/15
Imagem: Google

4 comentários:

  1. O mar, de onde se enxerga, encerra em suas ondas um amor antigo, que até hoje se esconde nas profundezas, esperando que um amor mais forte do que esse, traga à tona o segredo da eternidade.

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  2. Lindo! O desejo de habitar o céu de um mar, Lindo demais Lucy!
    Mais uma vez a poetisa demonstra a sua sensibilidade para deleite do leitor.
    A maturidade que fica explícita cada dia mais.
    Abraço amigo, Humberto.

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  3. Grande Lu:

    Às vezes esta vida, quase sempre povoada de percalços doridos, proporciona-nos momentos que nos levam a crer em outras paragens, outras estâncias, outros planos onde a maldade, o egoísmo, o orgulho e o ciúme não fazem parte de suas existências. Aqui, olhando o mar, cujas vagas arrebentam nas penedias que antecedem a praia, tenho o privilégio de ler este poema encantador que enleva a alma e a preenche de inelutáveis sonhos, fazendo-a pressentir a beleza destes mundos.
    Lindo poema, minha doce amiga. Lindo
    Forte abraço
    Nelson

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Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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