“Não queiras ter pátria, não dividas a terra, não arranques pedaços ao mar. Nasce bem alto, que todas as coisas serão tuas...” (Cecília Meireles)

N I N H O


Quisera poder descansar
o meu sentimento 
na palma das mãos e ponta dos dedos.

E a um sopro de distância
desvendar-te a geografia de minhas palavras,
gritos e silêncios.

Quisera o teu conhecimento
disso tudo que me diz a pele,
 olhos e sentidos, 
provocando o transbordar da alma,
o aflorar dos desejos 
e consumo dos nervos.

Quisera tudo o que és,
somado a tudo o que sinto,
bem ao alcance
de minhas mãos...

E mergulhado em meus olhos
corpo, alma e coração,
encontrasses a confirmação
de que tudo o que me constrói,
implique a essência exata
de um amor que te cative
e te faça crer.

E crendo, pudesses,
 para sempre, 
permanecer
no repouso dos meus sentimentos.

lumansanaris
Imagem: Google

CALIGRAFIA DOS VENTOS


Os ventos versam nuvens,
flores e folhas,
cabelos e tecidos,
despertam sentidos...

Olhares em festa,
 bem-me-queres bailam sonhos 
arrepiando a seda das peles,
- imagem bonita -

Sonhos, visões, flores,
pedras e labirintos,
são elementos da vida.

E há também
uma luz reservada
aos olhos que nunca desistem
de enxergar.

Um brilho acende o olhar,
na caligrafia dos ventos 
o delírio de gestos flutuantes
de um cuidar imperecível.

Lumansanaris
Imagem: Google

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