“Não queiras ter pátria, não dividas a terra, não arranques pedaços ao mar. Nasce bem alto, que todas as coisas serão tuas...” (Cecília Meireles)

VIAJANTE

                                                                                                       
Não te assustes se eu gritar
Pois que galáxias de silêncios 
Contrários foram me construindo...
...Eis a minha estrada...
Apenas eu sei de meus pesos
Apenas eu... E Deus!

O sangue que navalha as artérias
Os soluços do coração
Essa solidão repleta de gentes
E motivos
Respiro, ainda vivo.

Esses motivos todos
Que nem cito, que nem sei
Estas e aquelas lições
Contradições...
...Todos, bem vivos...

E porque tudo está tão vivo,
Adormeço
À margem de tantas 
Lágrimas que só eu reconheço.

Pauso agora em mim
Neste meu tempo
Nesta curva em que não me cabe mais
O esquecimento.

Lembro-me depois de tanto
Porque 
Chegou a hora de gritar
Os meus silêncios
Ainda assim
É só uma parada na estrada. 

Imagem: Google


2 comentários:

  1. [...] " esta solidão repleta de gentes" é verso que somente pode vir de quem respira amor em poesia...

    Lindíssimo poema, minha amiga, embora a redundância.
    Forte abraço
    Nelson

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  2. Nunca é tarde para se gritar. Ouço o sopro do teu grito, do grito que não te consome porque é liberta dor.
    Você esteve na minha casa um dia desses, retribui a visita no Google+. Hoje faço aqui no blog. Aproveito para dizer-lhe que gostei do teu espaço.
    Forte abraço,

    ResponderExcluir

Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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