"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

VIAJANTE

                                                                                                       
Não te assustes se eu gritar
Pois que galáxias de silêncios 
Contrários foram me construindo...
...Eis a minha estrada...
Apenas eu sei de meus pesos
Apenas eu... E Deus!

O sangue que navalha as artérias
Os soluços do coração
Essa solidão repleta de gentes
E motivos
Respiro, ainda vivo.

Esses motivos todos
Que nem cito, que nem sei
Estas e aquelas lições
Contradições...
...Todos, bem vivos...

E porque tudo está tão vivo,
Adormeço
À margem de tantas 
Lágrimas que só eu reconheço.

Pauso agora em mim
Neste meu tempo
Nesta curva em que não me cabe mais
O esquecimento.

Lembro-me depois de tanto
Porque 
Chegou a hora de gritar
Os meus silêncios
Ainda assim
É só uma parada na estrada. 

Imagem: Google


2 comentários:

Anônimo

[...] " esta solidão repleta de gentes" é verso que somente pode vir de quem respira amor em poesia...

Lindíssimo poema, minha amiga, embora a redundância.
Forte abraço
Nelson

José Carlos Sant Anna

Nunca é tarde para se gritar. Ouço o sopro do teu grito, do grito que não te consome porque é liberta dor.
Você esteve na minha casa um dia desses, retribui a visita no Google+. Hoje faço aqui no blog. Aproveito para dizer-lhe que gostei do teu espaço.
Forte abraço,

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