"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

O TEU RISO


Colhi um riso prematuro
Ainda semente
Para plantar no terreno fértil
Do teu coração.

Separei o melhor grão
Porque me faz falta
A permanente cintilância
Do teu olhar.

Colhi um riso semente
E reguei com um beijo
Agora preciso
De teu cuidar.

Sei que o teu peito guarda
A melhor estação
Sei que tudo se faz
Protegido em ti.

Por isso amo quando sorris
Porque o teu riso
Tem a brisa que me oxigena
E encoraja

Porque ele é a rede
Onde descanso
E nascem
Os melhores sonhos.

Porque quando sorris-
- De verdade -
Os meus sonhos
Tornam-se realidade.


Imagem: Google

3 comentários:


  1. A poetisa reafirma a cada dia o meu pensar
    és a criatura mais sensível que já pude observar!

    Extasiado diante tamanha beleza e doçura, parabéns!
    Forte e terno abraço, Humberto.

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  2. De fato não saiu o comentário que fiz pela manhã. Teus poemas, menina, são lindos. Este tb está impecável. ( Como sempre, redundância...) A melodia que escolheste para compor este paradisíaco cenário poético é digna da beleza do mar que se espraia à minha frente nesta tarde tão acolhedora como este teu mimo de poesia...
    Grande abraço e a admiração de sempre.
    Nelson

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    1. Realmente Nelson, nenhum comentário me veio antes neste poema. Algumas vezes recebo queixas de falhas mesmo.
      Grata por tanto carinho e generosidade.
      Um abraço amigo, Lucy.

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Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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