"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

NÃO SEI QUANTO

               Se te amo, não sei...
               Pois o que sinto, nem tanto descreveria
               cresce e diminui o encanto
               e ainda continua tanto e tão mais além.

               Se te amo não sei 
               porque voo nas asas do silêncio
               a revelia do que sei e desconheço
               sendo que só em ti me convenço.

               Se te amo não sei 
               como até aqui, aonde cheguei
               nunca antes havia vivido isto
              "Te preciso" em inédita urgência!

               Se te amo não sei 
               o porquê destas horas arrependidas
               quando no compasso da vida
               a tua mão me falta como guia.

             Se te amo não sei
             porque não me rendo ao cansaço
             das coisas que nunca mudam
             O meu peito nunca mudo ao nome teu.

               Se te amo não sei
               porque quando quase tudo me consome
               a tua lembrança em chamas me diz - ama -
               E uma lua me floresce um novo fôlego.

                Se te amo não sei
                porque toda noite te vejo nesta mesma lua
               Os meus olhos sobem aos céus a tua procura
               e comovem-se à luz de tua essência.

               Se te amo não sei 
               porque o pranto vai e volta de repente
               no aprendizado de novos sentires, adolescentes
               neste querer-te mais que bem, frequentemente.

               Se te amo, não sei o quanto
               nem o tanto descreveria...
               Nem as regras da lei, nem os versos da poesia
               simples assim... Nem a morte, arrancaria.

                                                                                                   
             
                             imagem: Tumblr

7 comentários:

Bell

Profundo e intenso!!!
Boas Festas regadas de amor, paz e conquistas.

bjokas =)

Anônimo

Minha querida amiga poetiza.
Digo-te que gostei tanto deste poema que não pude me conter somente em recitá-lo... Quis estudá-lo (me desculpe por isto) à luz do pouco que entendo de poesia.
Não sei se as rimas que colocaste nas estrofes foram, como dizer, retocadas ou se foram mesmo de improviso, na pura inspiração que às vezes toma conta dos poetas. Se a primeira opção foste inteligentíssima nas colocações, e, se a segunda, a tua inspiração, sem sombra de dúvida, esteve a dominar-te inteiramente na feitura dele.
As rimas de quatro sílabas: encanto e tanto, na 1ª estrofe; as rimas de duas sílabas: reconheço e convenço na segunda estrofe; as de três sílabas na terceira estrofe: sei e cheguei; a rima de pronuncia na quarta estrofe, etc, sem contar com o fecho da última estrofe: descreveria e poesia ( RIQUISSIMA) são de alta qualidade, possíveis somente aos que possuem um dom, como o que tens.
Parabéns, ( por favor não me julgue um “expert” no assunto) e
Forte abraço.

Sou o que sou

Nelson, imensa gratidão, sempre!
Meu carinho.

Anônimo

"O meu peito nunca mudo ao nome teu
Os meus olhos sobem aos céus a tua procura"

Esta é a Lucy, menina poetisa de infinitas belezas e sensibilidade!
Boas festas querida.
Forte e terno abraço, Humberto.

Sou o que sou

Minha gratidão sempre!
Excelente Natal e Próspero Ano Novo, Humberto!

Sony Azevedo

Belo e intenso. Amei. Luz e paz. Um Natal cheio de amor, luz e paz, ao trio querido. Beijo no coração

Anônimo

SERGIO NEVES - ...só duas palavras: emocionante e comovente! / Meu carinho, Lu.

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