"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

TRANSPARÊNCIAS DO OLHAR



Havia mais um grão de areia 
naquele tempo
e sentimentos que enfeitavam
o pensamento.

Um olhar contornado por infinitos
e ondas de lágrimas 
que lavavam o cais, do coração.

Havia um mar inteiro para se afogar,
um céu como testemunha
e a ausência de uma lua perdoada
pelo clarão da constelação.

Um constante movimento dentro
-  caos e reconstrução -
e um sussurro de vento seduzindo o pulmão. 

Havia uma alma despida de tudo
porém grávida - de asas e coragem –
lançando-se as coisas do alto
mergulhando fundo e florescendo
estrelas ao mar.

Havia sobretudo, um riso constante
que desatava nós  (nos)
as transparências do olhar.

lumansanaris
Imagem: Google

7 comentários:

Emmanuel Almeida

No teu céu um mar de sonhos e fantasia!

Rick Forrestal

Love the pose, the composition, the lighting.
Nice.

Anônimo

SERGIO NEVES - ...primorosa! ...como sempre! / Meu carinho.

Renato Alves

Seriam os sentimentos?
Poetiza Lucy eu fico vislumbrando com a beleza dos teus versos! Emocionado com a tua volta tão grandiosamente linda, aplausos!
Abração menina poetiza!

Anônimo

Luuuuuuuuuuuuu lindoooo demais!!!!Parabéns linda! (Abá)

Bandys

Ola Lucy,
A sensibilidade e delicadeza esta
numa alma despida de tudo.
Os brotos de esperança no voo
da coragem. Que lindo.
Boa noite com paz e luz
Beijos

Salete

Me emocionou, Lucy.... O tempo passa, mas as boas recordações ficam.
Que bom que voltou.:)

Beijinho.

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