"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

PRINCESINHA VITÓRIA


Era uma vez uma princesinha doce e linda chamada Vitória.  Isso mesmo, igual vitória de vencer, conquistar...
Não entendeu? Vou explicar.
Num reino não muito distante, havia um rei e uma rainha que queriam muito uma princesinha nascida do sol para lhes trazer alegria, porém, as águas da tristeza teimavam em apagar os seus sonhos... Mas eles nunca desistiram e cada vez que um sonho era apagado, acendiam outro ainda mais forte e duradouro, fazendo com que as águas se cansassem, conquistando assim, a sua Vitória.
Não sei bem se por isso, mas Vitória tinha um dom especial, bastava apenas que ela voltasse os olhinhos para alguém e este recebia imediatamente uma enorme quantidade de alegria que penetrava o mais profundo do coração e lá se fixava. Era mesmo um dom muito especial.
Bom, voltando para a história...
Vitória adorava brincar, sempre em companhia da sua cachorrinha Carlota. Carlota era uma Golden ou seja, a mistura entre uma grande bola de pelos e muitas travessuras.
Juntas, as duas passavam o dia brincando e quando a noite chegava elas viajavam até a lua. Faziam isso dentro de um carro muito especial. Ele era rosa, com bancos macios e brancos iguais a marshmallows, pneus de arco-íris e o mais legal; ele era movido a fofuras.
Bastasse que as duas entrassem no carro para que ele começasse a andar. Sim, a presença delas já era fofura suficiente para que ele disparasse e logo alçasse voo... Ia subindo, subindo e subindo, atravessando a atmosfera até alcançar a lua.
Já na lua, as duas brincavam de acordar as estrelas. Carlota latia e saltava querendo alcançá-las e isso arrancava risos da Vitória. 
Ninguém sabia, mas eram os risos da princesa que faziam brilhar bem forte as estrelinhas e algumas vezes ela até pescava algumas. Então riscos brilhantes cortavam o céu e todos os que viam diziam se tratar de “estrelas cadentes” e mais, dedicavam à elas os seus pedidos mais especiais...
A princesa se alegrava imensamente com isso e essa era a razão pela qual todas as noites ela voltava pra lua, para pescar mais algumas estrelas e depois espalhá-las nos cantinhos mais escondidos, bem onde os sonhos das pessoas adormeciam....
E assim era...  Ela se divertia enquanto acordava a magia e os sonhos das pessoas e, com a rapidez de um susto, voltava para a Terra, juntamente com a Carlota em seu carro especial.

E fim... Do conto, mas para a princesa, apenas o início de muitos outros sonhos... 


lumansanaris 
imagem: Arquivo Pessoal


11 comentários:

  1. Puxa, quanta candura aqui!
    Linda princesa, apesar de estar desfocado, lembra muito a rainha, parabéns!
    Abraço poetiza e a admiração de sempre.

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  2. SERGIO NEVES - ...e que essa tua princesinha seja sempre cada vez mais vitoriosa, cada vez mais doce, cada vez mais linda, cada vez mais...

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  3. Enternece leer este relato... gracias por compartir.
    Buen fin de semana, cariños.

    Bajo la Lupa

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  4. Olá.

    Mui belo o texto!!!

    Meus parabéns e uma boa noite.

    ;D

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  5. Que belos transcritos a linda princesa Vitória
    Parabéns
    beijos

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  6. Lindo texto, pleno de ternura. Gostei muito!
    Beijos,Élys.

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  7. Que este fin de semana resulte espléndido para ti, te dejo una frase y fuerte abrazo:
    La amistad es un alma que habita en dos cuerpos; un corazón que habita en dos almas.

    Aristóteles

    http://bajolalupadegiglio.blogspot.com/

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  8. Lindo conto de puro amor. Luz e paz. Beijo nas princesas.

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  9. Belíssimo texto.. Reflete bem a ternura que há em ser mãe.

    Um grande abraço

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  10. Obrigado amigo (a). Estou fazendo uma visita ao teu Blog. Meus parabéns pelos teus trabalhos e sucessos. Abraço de Manoel Limoeiro. Recife PE.
    '

    http://grupounidoderodafogo.blogspot.com.br/

    Recife, 11 de maio de 2015.


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Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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