"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

DOS DRAMAS

Guardei-te em meus silêncios,
quase que adormecido.

Somam-se as horas,
os sonhos e os quereres,
os pensamentos e as demoras.

E tu, quase que adormecido,
a todo momento presente,
nos melhores sentimentos.

E o silêncio, quase que preservando
os meus motivos de festa.

Sonhos escapando pelas frestas
de uma realidade, onde tudo
persiste num estado de quase.

Loucuras à parte,
- quase que em repouso -
cedem espaço ao amanhecer.

Enquanto eu, vou deixando de ser
guardando-te quase que em silêncio,
presa a um quase sobreviver.


Lumansanaris
Imagem: Google

3 comentários:

Mar Arável

Silêncios em voz alta

Renato Alves

Sensibilidade... Sei que sou repetitivo, mas essa talvez seja a maior característica da poetiza. É realmente mágico te ler menina, parabéns pelo dom!
Abraço fraterno.

Gabriel Arciniegas Oviedo

Meu portugues non e bom, mais eu posso te ler sua sensibilidade...Gratissimo!!!...Parabens. y si puedo expresarme en español, te digo:
Los silencios son respuestas, pausas que aguardan la grandeza que puede nacer o morir..y depende de nosotros el forjarlos. Bellisìma tu poesìa...Te sigo...:)

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