“Não queiras ter pátria, não dividas a terra, não arranques pedaços ao mar. Nasce bem alto, que todas as coisas serão tuas...” (Cecília Meireles)

A REDE


No findar de um dia ingrato,
navegam leves sobre as águas
o pescador, a rede e o barco
no silêncio de suas mágoas.

Gaivota voando se faz menina
no olho azul de um céu infinito,
cruzando barcos como esquinas
apaga do peito qualquer conflito.

E na fé crescente de um novo dia
barco,  rede,  pescador  e neblina
esperando das águas a poesia
recolhida do mar em malha fina.

lumansanaris  
Imagem: Google
  

2 comentários:

  1. Bom dia minha querida..que os dias principalmente para estes que vivem da pesca seja muito grato... rede vazia é que nem nossas cabeças sem poesia.. não nos deixa felizes não é.. bjs de bom dia Lucy

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  2. Prezada Lucy Mara não a conhecia e passei a conhecer por um compartilhamento de Ana Bailune e vejo que és uma excelente poetisa. Demonstras em seu poema sensibilidade, agudeza de espírito, e clara percepção dos sentimentos humanos. Parabéns! Convido-a a conhecer e assinar o meu Canal ESTAÇÃO DA POESIA no You Tube e se desejar meu blog NossosLivrosFree onde encontrarás afinidades com o que eu escrevo e penso. Desejo-lhe saúde e felicidades.
    https://www.youtube.com/user/estacaodapoesia/

    http://www.nossoslivrosfree.com.br/

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Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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