"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

PARA MINHA MÃE


                        Sabe mãe, precisei crescer pra entender
                       o seu jeito tímido de demonstrar amor.
                       Senti  falta desse conhecimento,
                       e, de alguns abraços também...
                       Mas, olha bem onde cheguei,
                       nada teria acontecido sem o seu sim!
                       É Raquel eu lhe fiz avó
                       e foi lindo demais ver isso acontecer!
                       Quem diria, que seria preciso uma Maria
                       pra lhe ver amolecer? (risos...)
                       É, você mudou muito depois dela...
                       Ah, obrigada por sempre me dizer
                       que tem prazer em ver, a mãe que me tornei,
                       isso me aquece demais o coração,
                       porque me sei reflexo de você.
                       Então, olha bem, presta atenção
                       a Maria está crescendo muito rápido
                       e logo agora você decide retroceder?
                       Ah Raquel o que deu em você?
                       Cansou de viver as coisas sérias da vida?
                       Se for isso, está certa, a sua missão está cumprida
                       então pode brincar de engatinhar
                       e se quiser levantar,
                       vou estar aqui mãe, com as duas mãos estendidas
                       e talvez, algumas lágrimas no olhar ao chamar:
                       -Maria vem ver,  
                       a vovó levantou pra brincar com você.

Lumansanaris
Imagem: Google 

 

16 comentários:

Anônimo

SERGIO NEVES - Lu, a sublime beleza desse teu escrito -em todos os sentidos, principalmente nas entrelinhas, fez com que meus olhos marejassem e sentise um nó no peito... / Mil carinhos.

Antenor Rosalino

Adorável Lu, a poesia te diviniza e os teus versos disseminam sentimentos tão profundos e belos que chegam a ser refrigério para a alma de sua legião de privilegiados leitores. Que linda homenagem, querida amiga! Só poderia mesmo advir de uma filha exemplar igual a você. Parabéns, apertados abraços com carinho e que Deus proteja você e toda a sua família hoje e sempre.

Lucy Mara Mansanaris

Sempre muito generoso meu amigo Antenor...
Obrigada, usarei como estímulo.
Que Deus proteja a ti e aos teus também!
Abraço com muito carinho e gratidão...

Lucy Mara Mansanaris

Obrigada pelo olhar tão terno e sensível Sergio.
Esse poema nasceu de um nó mesmo... Mas, está tudo bem...
Obrigada pelo carinho... Fica bem...

Juan M Lozano Gago

belo diálogo entre uma mãe e filha em suas linhas, parabéns e noite feliz, Juan :)

Patrícia Pinna

Bom dia, Lucy. Belíssima a homenagem que você fez para a sua mãe.
É bem verdade que as mães transformam o seu jeito de ser para melhor, ficando mais leve e solta quando são avós.
Lembro bem da minha mãe que está no céu, era uma amor, uma doçura com o meu filho, seu neto amado, e ela era mais na dela.
Seja como for, em que situação estiveres passando, pelo que eu entendi, sejam felizes e unidas como passou essa poesia bela.
Tudo de bom e excelente dia de paz!
Beijos na alma!

Lucy Mara Mansanaris

Obrigada.

Lucy Mara Mansanaris

Obrigada Patrícia.
Assim seja, beijo pra ti também...

Anônimo

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Sony Azevedo

Lu, miga, que poesia mais linda!!! Quanta pureza na alma e no sentir. Muita luz e paz. beijo na alma

Lucy Mara Mansanaris

Ah miga, obrigada...
Esse poema nasceu muito forte em mim, tem muita verdade nele.
Obrigada sempre Sonya, te adoro muito, um beijo...

Helio Pastre

Mães, estes seres dulcíssimos! A poetiza pode dizer que teve os céus em suas mãos.
EMOCIONANTE.
Beijos, querida!

Pr Agnaldo

“Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis” Provérbios, 31:10

Arco-Íris de Frida

A vida é assim,repete ciclos,em um dia somos filhos cuidados por nossos pais, em outro nos tornamos pais de nossos pais e somos os seus cuidadores... so uma coisa é certa, sempre, esse amor que nos une a eles vai ser maior que tudo...
O que vc escreveu é de uma ternura imensa...emociona...

Beijos...

Amanda Lopes

A amiga poetisa sabe quanto me emocionei com esse poema!
Apesar de já ter me falado da sua mãe, não conhecia esse triste capítulo da tua história. Imagino quanto teu coração sensível deva ter sofrido enquanto se fazia de forte!
Ainda bem que é passado e que Vivi pode gozar as alegrias de ter sua avó brincando consigo novamente. Que exemplo lindo deste a tua filha!
O meu coração só consegue desejar mais tempos de alegrias para as 3 gerações que se unem no amor verdadeiro, que assim seja por muitas!
Tudo de melhor e mais belo! Beijos!

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