“Não queiras ter pátria, não dividas a terra, não arranques pedaços ao mar. Nasce bem alto, que todas as coisas serão tuas...” (Cecília Meireles)

MONÓLOGO AO AMOR


                      Nunca te classificarias, amor
                     como algo impossível, nunca!
                     Posto que és real e sentido por mim.
                     Percebes? Já aprendeste a rir do tempo
                     e suas demoras
                     aliás, sabes bem que são delas 
                     o melhor esmero à eternidade.
                     Tens sobrevivido aos maiores desafios
                     e hoje sentas lado a lado com a saudade.
                     Às vezes ris dos calos deixados por ela,
                     já noutras, evades para dentro de ti
                     voltando-te apenas à redenção do sentir.
                     Ah bendito sentimento - nobre e insano -
                     domador de minhas loucuras tantas.
                     Temos formado um laço com o tempo
                     nessa nossa necessidade do sentir.
                     Então, peço-te:
                     “- Quando incomodado com os limites 
                     dessa minha humanidade
                     quiseres molhar a minha face,
                      faças baixinho...
                     Não deixes ninguém perceber 
                     que o sentimento quando é tanto,
                     também faz sofrer.”

                      lumansanaris
                      Imagem: Google

 

6 comentários:

  1. Lindíssimo, Lu. Esse sentimento que tantos de nós partilhamos, tem muito a ver com aquela coisa de amor/ódio/ serem sentimentos muito próximos, antropofágicos, diria.
    Um alimenta o outro pois, no fundo seja amor ou seja ódio ou raiva etc, será sempre direcionada a um objeto de desejo inatingível ou não.

    Abração, Lu

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  2. Boa tarde querida Lucy..
    só ele tem em si os dois opostos né.. quando belo encanta, quando frio vem as mágoas e dores .. mas é só através dele que poderemos evoluir.. bjs e até sempre

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  3. SERGIO NEVES - ...dizer o que? ....ah !..se eu pudesse -bom seria- eu leria-te noite e dia!.../ Carinhos, Lucy.

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  4. Você poetisa Lucy descreve o amor com uma força gigante! Não vejo máculas, nem mágoas e quando há a presença da dor, faz ela parecer santa, isso é lindo demais!
    Parabéns menina!
    Com muita admiração, Carlos.

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  5. Olá.

    Belíssimo texto.
    Meus parabéns e uma boa tarde.

    ;D

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  6. Belíssimo e a chave com que o fechas ficou magnífica!!!!! Muita luz e paz. Beijo no coração.

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Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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