“Não queiras ter pátria, não dividas a terra, não arranques pedaços ao mar. Nasce bem alto, que todas as coisas serão tuas...” (Cecília Meireles)

F E R I D A



Em dias assim, de pulsos cortados
castiga-me a escrita que não sabe se conter
- sangram-me os nervos todos. -

Como me dói a escrita nestes dias
em que o nevoeiro nunca passa
e tudo é apenas promessa.

Ferem-me as promessas
que jamais serão cumpridas
fere-me esta vida  
e a que eu nunca pude ter.

Fere-me profundamente
toda essa necessidade de alma
estando assim,
tão distante de você.

Lumansanaris
 Imagem: Google



4 comentários:

  1. Bom dia Lucy.. adoro as escritas que envolvem a tristeza da alma, afinal aprendi a escrever assim com com Augusto dos anjos, Florbela Espanca e outros.. muito me encanta e fui um adepto nato desta escrita, e vejo como uma liberação, como uma auto cura de si própria , passar para o papel em branco e em forma de poesia o que sentimos tem sempre seu lado positivo.. e para toda a ferida sempre há uma cura que ja se encontra dentro de nós.... tenhas um lindo dia bjs

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  2. Olá.

    Hum... belo texto... tenso e intenso.

    Meus parabéns e um bom dia.

    ;D

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  3. Surpreendente poesia. Carregada de uma intensidade e uma verdade arrebatadoras. Em cada linha, um mergulho na alma da autora e no seu particular Universo de dor.

    Espetacular!

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Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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