"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

F A D O


Ai que tristes são as minhas digitais!
Estando assim - tão longe das tuas! -
Pois violam-me aos poemas de amor
Exibindo d’alma a dor que me apura.

Amargo fado imposto às minhas mãos
Que afastadas dos traços de falsidade
Denunciam toda mi'a tristeza e solidão
Que insistentemente o peito invadem.

Tem dias que a angústia maltrata tanto
E a dor faz pesar o pulso, rasga o papel
Então lavo mi’a negra sorte com pranto
E risco versos desfiando a alma em véu.

Em tempos assim, nada foge da tristeza
A poesia nasce arrancando fogo da alma
As letras são como lamparinas acessas
Do amor, o que alcança a minha palma. 

Lumansanaris
Imagem: Google


5 comentários:

Andre Brum

Quando a dor se torna insuportável, a alma dilacerada, desabafa em forma de versos, e a poesia cumpre o seu papal... no papel.

Belos e tristes versos Lucy.

Bom domingo.

Arnaldo Leles

Magnífica obra!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Bandys

Que bela!
Sua poesia acende luzes no caminho

Beijos

Ghost e Bindi

Obra magnífica, retratando o poder e a dor de amar...transformando lagrimas de saudade em gotas de luz, numa poesia que canta sem melodia.

Ghost e Bindi

Ariel

Oi Lucy,
bom dia,
versos bonitos,
eu amo a poesia e quando acompanhada de rimas, eu gosto muito mais.

Triste, mas assim é a realidade
belo post!

Um grande beijo

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