“Não queiras ter pátria, não dividas a terra, não arranques pedaços ao mar. Nasce bem alto, que todas as coisas serão tuas...” (Cecília Meireles)

F A D O


Ai que tristes são as minhas digitais!
Estando assim - tão longe das tuas! -
Pois violam-me aos poemas de amor
Exibindo d’alma a dor que me apura.

Amargo fado imposto às minhas mãos
Que afastadas dos traços de falsidade
Denunciam toda mi'a tristeza e solidão
Que insistentemente o peito invadem.

Tem dias que a angústia maltrata tanto
E a dor faz pesar o pulso, rasga o papel
Então lavo mi’a negra sorte com pranto
E risco versos desfiando a alma em véu.

Em tempos assim, nada foge da tristeza
A poesia nasce arrancando fogo da alma
As letras são como lamparinas acessas
Do amor, o que alcança a minha palma. 

Lumansanaris
Imagem: Google


5 comentários:

  1. Quando a dor se torna insuportável, a alma dilacerada, desabafa em forma de versos, e a poesia cumpre o seu papal... no papel.

    Belos e tristes versos Lucy.

    Bom domingo.

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  2. Que bela!
    Sua poesia acende luzes no caminho

    Beijos

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  3. Obra magnífica, retratando o poder e a dor de amar...transformando lagrimas de saudade em gotas de luz, numa poesia que canta sem melodia.

    Ghost e Bindi

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  4. Oi Lucy,
    bom dia,
    versos bonitos,
    eu amo a poesia e quando acompanhada de rimas, eu gosto muito mais.

    Triste, mas assim é a realidade
    belo post!

    Um grande beijo

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Obrigada pelo carinho para com as minhas digitais.

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