"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

TÉTRICA NOITE




Negro manto da noite, por que soluças eminente?
Não vês? Essas horas foram feitas para descanso.
Aonde estão escondidas as estrelas deste teu céu?
Ora... Não sabem elas, que o dia as maquia bem?

Que bem eu te faria, se nem a mim, eu faço mais?
Também sofro dores, são delas a certeza que vivo
E há muito o bordado do teu manto me foi negado
É tempestuoso o meu céu, choro baixo, sufocado.

Ouve o canto dos anjos! Por mal eu nunca os abafei!
E se o meu céu não tem estrelas, o motivo eu bem sei.
Oh noite, faz como eu, fecha os olhos, finja estar bem!
E se chorares, faz baixinho, não incomodes ninguém.


lumansanaris
imagem: Google

3 comentários:

Ana Bailune

Bom dia, Lucy Mara. adorei ler teus versos! Lindos e sensíveis!

Denis Correia

Olá.

Belíssimo texto.
Meus parabéns e uma boa noite.

;D

Bruno

Não sei que magia ou feitiço me trouxe até aqui. Não sei onde é aqui, nem como cheguei.
Nem por que, em tão “tétrica noite”... Eu que, tendo vivido tantas.
Em todas elas, encontrei a inspiração já tão familiar... Mas, nunca com tanta beleza.

Estou encantado

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