"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

ANDRADAS


Ah, quanta saudade eu sinto
dos doces tempos de outrora.
Dor tanta, qu’o meu peito chora
por saber deste tempo extinto.

Saudosa, resta-me a recordação
de um chão inundado de beleza
onde o simples brota com realeza
e atinge altitude do Pico do Gavião.

O solo já farto do café e das vinhas
também oferta água em abundância
esmerado berço de minha infância
onde nada me faltava, tudo eu tinha!

Com suas praças, repletas de vida
enamorados ali, perfumam os ares
fazem dos bancos, os seus altares
e da igreja Matriz, a sua acolhida.

Ah, que saudade da minha Andradas
conhecida também por terra do vinho
cidade de tradições, maior em carinho
aos pés da Mantiqueira cinzelada.

E estas mi’as lágrimas na face tatuadas
são ais de saudade e pura contemplação
buscando o repouso na palma das mãos
ao desenharem versos para ti, Andradas.

Lumansanaris

Um comentário:

Ana Bailune

Lindo poema, Lucy Mara. A tua Andradas é bem parecida com a minha Petrópolis, pelo menos, nesta fotografia!

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